A internacionalização é uma escolha cada vez mais frequente para as empresas que querem chegar a novos públicos com interesse na sua atividade. Uma estratégia de internacionalização bem definida pode trazer benefícios significativos às empresas, mas quando se decide prosseguir este caminho, há sempre uma série de questões a ter em conta, pois os riscos associados a esta opção são vários e, por vezes, com implicações que os gestores desconhecem.

Desta forma, é fundamental estudar tudo o que envolve este processo e saber quais os obstáculos a ultrapassar, para que tudo se desenrole de forma pacífica. A palavra-chave para que tal aconteça é: Pesquisa.

E, quando se fala em pesquisa, não é apenas pegar no computador e ler o primeiro resultado do Google. Pesquisar requer um trabalho profundo, capacidade de selecionar a informação certa e de qualidade. Existem diversas entidades que são especializadas no tema “Internacionalização” e que facilitam muito o trabalho de quem pretende fazer uma investigação sobre o assunto.

  • AICEP (Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal): coloca-nos a par das feiras e características do setor em que a nossa empresa está inserida, permitindo verificar as especificidades de um determinado país e a relação que mantém com Portugal.
  • Euler Hermes: disponível apenas em inglês e francês, que nos dá a perspetiva económica, política e cultural do país para onde se pretende internacionalizar.

Portanto, antes de internacionalizar, há que focar nestas questões e ter a certeza de que é a melhor opção para o meu negócio.

O sucesso da estratégia que a empresa pretende implementar vai depender do rigor da pesquisa.

 

As 4 etapas para a Internacionalização:

 

1) Modo de entrada no mercado

Existem 4 formas de internacionalizar o seu negócio e cada uma apresenta vantagens e desvantagens entre si:

  1. Exportação (Direta e Indireta)
  2. Join Ventures (Alianças, Parcerias)
  3. Licenciamento 
  4. Investimento Direto.

O modo de entrada no mercado internacional deve estar alinhado com a estratégia da empresa, sem esquecer quais os recursos que dispõe.

 

2) País anfitrião

A cultura é uma das principais barreiras à internacionalização. Por mais semelhante que o país possa parecer, existem sempre pequenas diferenças que podem ser um “deal breaker”. Quando escolher o país, faça uma pesquisa intensiva sobre o funcionamento do mercado, traços culturais e formas de negociação mais comuns. Desta forma será mais fácil perceber se os produtos e os valores da empresa se enquadram com o estilo de vida da população.

Além disso, é crucial fazer uma análise PESTAL, de modo a compreender:

  • Aspetos Políticos, Económicos, Socioculturais, Tecnológicos, Ambientais e Legais que a empresa vai enfrentar.

 

3) Mix de produtos

Esta etapa está associada à anterior. Depois de avaliar o país de destino, é necessário perceber se o marketing-mix necessita de ser adaptado às necessidades do cliente do país anfitrião. Portanto, poderá existir a necessidade de alterar preços em relação aos praticados pela concorrência, adaptar a comunicação, escolher os canais de distribuição e, por fim, verificar a adequabilidade do produto.

 

4) Custos associados

Esta é uma das etapas mais difíceis durante todo o processo de pesquisa, uma vez que envolve diversos cálculos acerca dos custos associados a cada hipótese.

Por exemplo, se o modo de entrada escolhido for a exportação direta, os custos associados a esta opção são:

  • Transporte adaptação de produtos (se necessário), patentes no país de destino, materiais técnicos, seguros, formalidades aduaneiras, flutuações das taxas de câmbio, entre outros. 

Uma tarefa trabalhosa, mas de extrema importância, uma vez que nos deixa preparados para a realidade que vamos enfrentar. Não se esqueça de pesquisar intensivamente, só estes estudos permitem avaliar todas as condicionantes necessárias à sua decisão.

 

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Sofia Domingues

2020-02-27

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